Cheguei aos 30 e....

Quando eu era criança imaginava que quando chegasse aos 30 seria uma velha, isso porque minha mãe tinha o hábito de esconder a real idade depois que ela tinha passado dos 31 (ela ainda faz isso...), mas no meu caso, nunca fiz questão de esconder minha idade.

Esse ano fiz 30 anos, e ao contrário do meu eu criança, eu ainda me sinto muito jovem na alma apesar das dores nas costas (culpa da falta de exercícios físicos, neh mocinha?), porém com algumas bagagens a mais.  Os dois últimos anos não foram muito fáceis para mim e minha família. Para dizer a verdade, nunca pensei que veria meu pai partir antes me ver completar os meus trinta anos. A doença o minou por completo, e foi muito difícil assisti-lo assim por quase 15 meses. Meu pai se foi uma semana antes do meu aniversário. E agora, por um lado, posso dizer que meus aniversários sempre terão um sabor meio triste pois sempre lembrarei disso.

Passados já alguns meses me vi mergulhada numa sensação de descrença e falta de propósito, sentindo o gosto amargo da expressão "tudo é ilusão" sussurrando de leve na minha orelha. E então me vejo com 30 anos, professora, solteira e buscando ainda algo, alguma coisa para deixa para traz para quem vier.

Por outro lado, percebi que ainda tem muitas coisas que ainda quero fazer enquanto me for permitido. Passei por uma decepção de relacionamento (me recuso a chamar de amorosa), e se antes já não me empolgava muito com a ideia de namorar, agora, muito menos ainda. Mas esse detalhe não vem ao caso. 

Vou atrás da minha ambição mais egoísta: escrever um livro.

Eu plantei uma árvore, e agora quero escrever um livro. Só não tenho a parte de ter filhos. Mas essa última, eu não tenho muita certeza. Não sei o que a vida me aguarda. Não mentirei, sempre invejarei aquelas que alcançaram a plenitude da maternidade e são boas mães. Eu também seria, sem dúvida alguma, acho que largaria tudo para me  dedicar até que os meus filhos se fincassem firmes e crescessem bem orientados.  Mas a vida não trilhou por aí. Então penso que não adianta de nada me lamentar sobre isso, ou questionar, enfim. As coisas são como o são, no mais, tenho que agradecer pelo que tive de bom e aprender com o os meus erros. Essa última parte foi o que aprendi ao chegar aos trinta.

E depois, foda-se o que as pessoas falarem, essa é a verdade.

Essa frase acima vem de brinde quando você fica mais velho, agora se você é fresquinho e não aprecia uma palavrinha torpe, é problema seu. Eu não me importo. Pessoas educadas soltam impropérios de vez em quando. É claro, só não fale isso na frente crianças e pessoas de idade. Por quê? Não sei, eu só evito falar na frente deles porque é uma coisa de respeito, mas aqui no meu monólogo particular, bem não vejo problema.

Por ora, estou tentando aprender mais algumas coisas essenciais para atingir uma vida plena, eu tropeço aqui e ali, mas aqui estou, seguindo em frente....



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