Quando tive a ideia de escrever o conto “O garoto do capacete vermelho”, eu havia imaginado um mundo paralelo, onde figuras reais – no caso, os pilotos de F1 – estariam fazendo coisas diferentes. O que parecia ser uma história com teor muito masculino e com mulheres em segundo plano, na verdade trilhou por outro caminho. Muitas coisas me levaram a pensar na criação de uma personagem feminina. Não uma personagem qualquer, frágil e tampouco, uma feminista apelativa.
Lilly é uma das, senão a mais importante das personagens da história. Sua passagem pela história é significativa, especialmente na forma como ela irá afetar a vida de Niki. Lembrando que aqui, o Niki Lauda da história não tem nada a ver com o Niki Lauda da vida real. Ele é inspirado no real, apenas isso, o que significa dizer que personagem não segue o mesmo curso da pessoa cuja, ele foi baseado. Vale o mesmo para o James.
Quem é Lilly?
Liesel, ou Lilly para os íntimos, surgiu de maneira muito simples. Ela veio como um toque feminino para a dupla principal da história, James e Niki. O que indicava uma primícia de um possível triângulo amoroso, logo é descartada. Mas esse detalhe a gente explica mais a frente.
Lilly é uma austríaca, tal como Niki. Imaginei ela com uma tipica galega de cabelos loiros. Eu costumo pensar em uma marca para os meus personagens quando eu os imagino. No caso de Lilly, são seus olhos castanhos com pequenas sardas ao redor. Os primeiros desenhos dela remetem a uma menina alegre e espoleta, geniosa e corajosa.
Um dos meus primeiros rabiscos da Lilly...
Deu um certo trabalho no começo, ela tinha um design muito infantil, e como eu queria dar um toque mais adulto e meio comics, ela foi mudando até ficar com aspecto meigo e feminino, que era o que buscava exatamente. A minha principal preocupação era que as mudanças não afetassem a essência da personagem.
Após sucessivos traçados, os olhos foram diminuindo, os lábios ganharam um certo destaque e aos poucos, eu fui conseguindo ver a Lilly do jeito que eu imaginava…. não posso negar que em parte ele teve um pouco de influência da Asuka de Evangelion, no quesito físico. Ela é considerada baixa em relação ao padrão das outras austríacas, tem um corpo pequeno, mas mesmo sendo baixinha, ela não se deixa intimidar.
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| Lilly e James, ele tenta da em cima, ela é claro o rejeita... |
Lilly possui duas facetas. A Lilly como agente da Divisão F1, uma garota centrada, habilidosa e preocupada com seus colegas de regimento. E temos a Lilly pessoa, uma garota feminina, que tem sonhos românticos e faz um delicioso strudel de maçã. Por falar sonhos românticos, de um tempo para cá eu andei fazendo algumas modificações na história. Especialmente no background dela. Afinal, quem era Lilly antes entrar na Divisão F1? Que motivos a levaram a entrar como recruta?
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| Lilly e Niki em uma arte conceitual... |
Lilly tinha um namorado chamado Dieter, que (adivinhe só) foi morto por anômalos. Decidida a não perder mais as pessoas que ama, ela resolve se alistar. O que foi um tanto estranho para a época. Seu irmão havia tentado entrar, mas não conseguira. Valendo-se do fato de que as normas da Divisão F1 não fazia restrição de sexo a garota não teve impedimentos para se alistar. Bem, sua família não aceitou muito bem a ideia, mas ela os convence, dizendo que se reprovasse, voltaria para casa.
Mas, é claro que ela não reprovaria.
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| Liesel atual... |
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| Primeiro desenho que fiz da Lianna quando estava pensando na história... |
Como eu falei em um dos meus posts anterior da Cidade Flutuante a Lianna é uma versão alternativa da Liesel em outra realidade. Inicialmente eu ia manter o mesmo nome, mas escolhi Lianna no fim das contas porque é um nome que eu acho bonito por causa da Lianna Stark de GoT. E, eu queria um nome meio que com cara de "princesa". Tanto que ao final da fanzine "As Crônicas da Cidade Flutuante" descobrimos que a história de Lianna está sendo lida por ninguém mais ninguém menos que a própria Liesel.
No universo de Liesel, a história de Lianna é um famoso conto sobre uma princesa que ficou muito conhecida por se tornar a primeira piloto de carros planadores da história. Liesel vê a personagem como uma inspiração, o que explica a semelhança física das duas.
Por hoje é isso... até mais seus lindos!















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