Zona criativa - As Crônicas da Cidade Flutuante

E aí seus lindos.... fiquei muito tempo longe do meu blog, tanto que acabei não falando das coisas que andei fazendo em 2017... tipo, história em quadrinhos! 

E, eis que ao longo do ano, após hesitar e em pensar em outras ideias, acabei me voltando para uma história ambientada no universo steampunk, que para quem não conhece, é uma variante da ficção científica, onde a tecnologia da era vapor (século XIX e começo do XX) era bem mais avançada. Seria um tipo de retro futurismo ambientado no período da era vitoriana. A ideia ganhou ainda mais força quando eu estava escrevendo uma fanfic chamada O garoto do capacete vermelho, uma ficção cientifica ambientada nos anos 70 (vou detalhar a respeito em outro post) e quando assisti ao  anime Last Exile.

Digamos que esse anime influenciou bastante.... até mesmo na criação de alguns personagens... mas o que realmente deu vida e o título para "Cidade Flutuante" foi uma imagem que vi no Google (é, sempre ele...) de uma cidade motorizada que voava no céu...  e munida de tudo isso, após anotações, rafes, rabiscos e contornos aqui e ali, eis que a história que tinha na minha cabeça virou uma fanzine!



A fanzine!




A história: de onde  veio?

As Crônicas da Cidade Flutuante, como o próprio título sugere, são um conjunto de histórias sobre pessoas diferentes que de alguma forma, tem suas vidas ligadas a cidade (na maioria dos casos). Na minha cabeça, ela tem um universo vasto, mas que me dá um certo trabalho para colocar no papel. O jeito é ir anotando. Mas a história principal trata da jovem Lianna, uma princesa que foge de seu castelo para evitar um casamento arranjado.

Na fanzine eu apresento dois personagens desse universo: a princesa Lianna e o piloto Nikolaus.

Uma arte de divulgação da fanzine... falta por umas engrenagens... photoshop ¬¬

A Cidade Flutuante é uma cidade inovadora quando se trata de tecnologia, pois é uma cidade que flutua (como diz o próprio nome) graças aos motores a vapor que ela possui para mante-la no ar. Ela não tem uma localização definida pois vive se deslocando. Seus habitantes, são em grande maioria, inventores, engenheiros e empresários, além de pessoas atrás de oportunidades e sonhos loucos.
Uma verdadeira utopia.

Na esperança de se ver livre de seu pai, o rei Albert I, Lianna foge para lá, mas isso acontece graças a Nikolaus, que a pegou escondida em seu barco planador. Por falar neles dois...

Lianna Juliett de Grimaldi

Também conhecida como princesa Lianna, é a herdeira direta ao trono do Principado de Múnego (equivalente o que conhecemos como o Principado de Mônaco). Na história ela é única fila do rei, mas o principal detalhe é que ela foi fruto de uma relação fora do casamento. Sua mãe era uma cantora de cabaré, e seu pai era louco por ela. Porém a mãe de Lianna morreu quando ela tinha 8 anos, e então o rei a levou para viver no castelo, assumindo a como sua filha legítima. Os anos no castelo eram infelizes para Lianna, pois a rainha a maltratava por ser filha de uma traição. Fora que a jovem não tinha direito de escolha e tão pouco liberdade, era sempre confinada no castelo.
Isso acabou por criar uma natureza rebelde na garota, e é claro tomou força quando ela foi forçada a se casar com um príncipe que ela nunca viu. E então a fuga.

Lianna é a versão alternativa de outra personagem original minha: Liesel Dungl. Ambas tem a mesma aparência física, as personalidades se diferenciam sutilmente, e é claro, os nomes. Lianna é baixa, loira e tem olhos castanhos escuros. Quando a desenho, normalmente ela me vem sempre expressiva, seja emburrada ou com um sorriso travesso e ao mesmo tempo inocente. É geniosa e impulsiva, o que explica o seu principal defeito que é ser apressada nas coisas que faz.
Por baixo disso, existe uma garota solitária que está em busca de seu próprio lugar no mundo. Com sonhos fantasiosos, como qualquer jovem da sua idade.

Durante o período em que fugiu acabou sendo encontrada por um jovem piloto, Nikolaus, que inicialmente a trata com desconfiança, e após muita insistência dela, ele aceita ajudá-la, colocando-a como faxineira em seu apartamento na Cidade Flutuante. A convivência com o rapaz faz jovem criar um interesse por pilotagem e outras coisas. Os dois desenvolvem uma amizade genuína no decorrer da história... mas essa amizade mais tarde desabrocha algo mais no decorrer da história...

Nikolaus von Reininghaus

O segundo personagem principal das Crônicas (aliás, existe uma crônica que conta apenas a história dele) é um jovem inventor e piloto de barcos e carros planadores. Além do que, Nikolaus é de origem austríaca, e como todo germânico, ele é sério, metódico, analítico e sincero (acrescente aí sarcástico e irônico). Nikolaus é inspirado no tricampeão austriáco de F1 Niki Lauda. O nome Nikolaus é oriundo do nome completo do Lauda (Andreas Nikolaus Lauda). Fisicamente falando, ele se parece com o Niki Lauda real, exceto pelo fato de que o personagem não é dentuço. A outra inspiração foi no personagem principal de Last Exile, Claus Valca. Seu sobrenome foi tirado de uma das namoradas do Niki Lauda, uma socialite chamada Mariella von Reininghaus. Achei o nome interessante, pomposo e peguei.

Nikolaus é um inventor tentando se firmar no mercado de pilotagem, sua principal invenção, na qual ele está trabalhando, é o traje planador. Ele também conserta motores, testa e analisa carros planadores e trabalha como entregador de mercadorias. Tem muito orgulho de ter conquistado suas coisas por mérito próprio. É pão duro e não tolera desperdícios de dinheiro e tempo, é um homem relógio. Ele vem de uma família de cinco filhos, sendo ele o mais velho. Nunca foi bom na escola e quando decidiu ser piloto e inventor acabou rompendo com a família. Foi embora de casa e foi fazer a sua vida. Antes de Lianna aparecer ele vivia sozinho em seu apartamento. Lianna passou a cuidar de seu apartamento, e consequentemente se tornou sua amiga. Sua primeira amiga( leia-se aqui amiga de verdade)  feminina, depois de sua mãe. Nikolaus é tímido, apesar de seu jeito confiante. Ele não sabe que Lianna é uma princesa, apenas sabe que ela fugiu de casa para não casar com um velho babão (versão dela).

Com o tempo ele se abre um pouco com ela, desenvolvendo um afeto especial, chamando-a sempre de Fräulen (senhorita em alemão), e Lianna passa apelida-lo carinhosamente de Niki. Que coincidência, não?

Ambos os personagens se complementam, Lianna traz um certo calor ao personalidade clínica e fria de Nikolaus, enquanto que ele traz equilíbrio e amadurecimento a jovem.  Há outros personagens, mas por enquanto eles ainda estão brotando, em processo e é claro, quero muito falar deles futuramente....


  


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